Democracia em Angola

MPLA defende a realização de eleições pacíficas e ordeiras

A vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, defendeu este sábado, em Malanje, a necessidade premente da realização no país de eleições pacíficas, ordeiras e desencorajou o discurso permanente da narrativa da fraude eleitoral.

“É compreensível que a mesma (narrativa da fraude) só desmobiliza e desincentiva os eleitores e se torna perigosa, porque alimenta o sentimento de violência”, acrescentou Luísa Damião, durante o discurso no acto da pré-campanha em Malanje, realizado no largo adjacente ao Estádio 1º de Maio.

A vice-presidente do partido no poder em Angola destacou que é preciso deixar que o povo faça a escolha, para determinar o justo vencedor do pleito: “A construção da narrativa da fraude é antiga. Já não é compatível até mesmo aos menos atentos e parece ser um jogo em que uma das equipas já sabe que vai perder e começa a lançar patas ao ar, para justificar a sua derrota. Mas isso não nos admira, porque é típico daqueles que sempre advogaram que em África as eleições só são justas, livres, transparentes e credíveis quando você as ganha”.

Reforçou que o MPLA está focado no trabalho e vai estar cada vez mais forte para o jogo político a fim de vencer as eleições gerais de Agosto, pelo que apelou todos os militantes, amigos e simpatizantes do partido para arregaçar as mangas na mobilização para esta causa e do seu líder, João Lourenço.

Frisou que só assim as populações poderão ter cada vez mais paz, liberdade, segurança, confiança e esperança num futuro melhor. “Estamos, plenamente, convencidos que o povo de Malanje vai renovar o seu voto de confiança ao camarada João Lourenço, para que, com audácia e amizade, continue a realizar os anseios dos angolanos de Cabinda ao Cunene”, sublinhou.

Luísa Damião apelou aos militantes, amigos e simpatizantes do partido no sentido de se absterem das provocações e actos de intolerância política e de todas as práticas que firam a convivência urbana e pacífica.

Referiu ainda que de violência e manifestações, supostamente financiadas que se assistem e que se estendem até às redes sociais, fazem parte de uma estratégia voltada para a criação de instabilidade e o normal funcionamento das instituições, bem como ao fortalecimento da democracia.

 
Vice-presidente lembra fidelidade do votante

“O  povo de Malanje foi sempre fiel ao MPLA e nunca aceitou como alguém pretendia fazer empurrar o comboio com os dentes”, lembrou Luísa Damião, acrescentando que se trata de uma gente heróica e generosa que incorporou a bravura da Rainha Njinga Mbande e todo o seu potencial. Luísa Damião afirmou que o MPLA, em Malanje, é imbatível, por tradição e um histórico de vitórias inquestionáveis em pleitos eleitorais, mesmo em tempos mais difíceis e está convicta que a proeza vai se repetir em Agosto próximo.

Reiterou que o partido continua a ser a força do povo e está comprometido com a preservação da paz e o desenvolvimento sustentável do país, realçando que a paz constitui o garante da estabilidade das instituições do Estado, da circulação de pessoas e do desenvolvimento sustentável de Angola que, sem ela, não seria possível desenvolver as tarefas de reconstrução nacional.

Segundo a dirigente política, os malanjinos reconhecem o valor da paz e a necessidade da preservação para fazer o país avançar rumo ao desenvolvimento. Recordou que o  mandato 2017-2022 foi enfrentado com coragem e determinação, apesar do impacto da crise financeira e da pandemia Covid-19, que afectou as economias mundiais e Angola não foi uma excepção.

Por isso, acentuou, o Presidente João Lourenço, de forma destemida, começou a desenvolver um conjunto de reformas políticas, económicas e sociais, fazendo jus ao lema “Melhorar o que está bem e corrigir o que está mal”.

Informou que a cidade de Malanje vai conhecer melhorias em breve com a reabilitação das ruas, a iluminação pública, passeios e lancis, bem como a pintura dos edifícios que poderão conferir nova imagem à sede da capital da província.

Destacou o potencial agrícola, turístico e cultural da província. Acrescentou que é preciso fazer mais e melhor para Malanje e o país em geral, pois o aumento da produção interna vai permitir reduzir as importações e aumentar as fontes de receitas para que o Estado tenha dinheiro para as despesas públicas.

De acordo com Luísa Damião, o Governo quer empreendedores, empresários fortes e robustos para a criação da riqueza e da geração de empregos, porque o Estado não faz tudo sozinho. Referiu que este motivo leva reforça a aposta no empresariado nacional e estrangeiro para que ocupem o seu espaço e ajudem no fomento de postos de trabalho, sobretudo, para a juventude.

“Precisamos desconstruir a narrativa daqueles que pensam que o desenvolvimento acontece num abrir e fechar de olhos, pois é preciso um trabalho árduo e esforços de todos, bem como também de recursos e de tempo”, sustentou.

Para Luísa Damião, o país acumulou problemas e muitos deles são imateriais, fruto da actual conjuntura macroeconómica e, por isso, todos têm a responsabilidade de fazer bem e melhor para responder às expectativas do povo angolano. “Temos a nosso favor o conhecimento e a experiência por onde os outros já passaram, o que torna fácil encurtar o caminho com a experiência que a ciência e a tecnologia nos oferecem”, disse, acrescentando que o MPLA é um partido comprometido com o povo.


Reafirmado compromisso com a paz

Na Lunda-Norte, o secretário-geral do MPLA, Paulo Pombolo, reafirmou o compromisso do partido com a paz, consolidação da unidade nacional e reforço da democracia cada vez mais participativa,

Durante o acto político de massas, inserido na pré-campanha eleitoral, Paulo Pombolo salientou que o MPLA assegura a manutenção dos valores e princípios que o Presidente e fundador da Nação, António Agostinho Neto, deixou, com o lema “o mais importante é resolver os problemas do povo”.

 Este legado, segundo o secretário-geral do partido governante em Angola que discursava no Estádio Sagrada Esperança diante de mais de oito mil pessoas e outras centenas na parte exterior do recinto desportivo, coloca o MPLA na dianteira para gerar o desenvolvimento e bem-estar das populações.

Paulo Pombolo referiu que a essência da existência do MPLA reside na resolução dos problemas do povo. Recordou que a 4 de Abril, por exemplo, se deu um passo para o desenvolvimento da província do Cunene, com a inauguração do primeiro canal para a transformação da água do rio com o mesmo nome, para as populações e o gado local.

Falou também do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN 2018-2022), marcado com as crises económicas e da Covid-19, aliada à seca nas províncias do Sul de Angola, incluindo a praga do  gafanhoto vermelho, com impacto negativo na produção e segurança alimentar, no Moxico. O secretário-geral apelou aos militantes do MPLA a absterem-se de actos de vandalismo, dedicando as atenções no recrutamento de mais eleitores para o partido.

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