Democracia em Angola

Acto de massas marca encerramento do Congresso e aniversário do MPLA

A entrada triunfal do líder do MPLA foi impactante para todos. Enquanto desfilava por toda a pista para cumprimentar os militantes, amigos e simpatizantes do partido, foi recebido com glória. Era muita euforia, principalmente das mulheres e da juventude.

Debaixo de sol ardente, João Lourenço mostrou que está com o povo e que o povo está com ele, não se intimidou e quis sentir de perto o calor do povo que lhe aguardou por horas, para o ver e ouvir falar no encerramento do VIII Congresso Ordinário do MPLA.

Mesmo antes da entrada do presidente, o campo já estava ao rubro com a participação da banda Kissanguela e outros músicos como Sabino Henda, Kyaku Kyadaff e António Paulino.

A música sacra não ficou de fora. A irmã Joly  Makanda entrou com o seu “tudo ficará”, fazendo as mulheres tirarem o pé do chão e reafirmando que para chegar em João Lourenço tem de passar por cima delas.

Elas agitaram as bandeiras e os lenços no momento quando a irmã Joly, como é tratada pelos fãs e admiradores, cantou “mamã levanta, mamã não vacila, mamã ora, a hora é esta!”.

A Igreja Kimbanquista também se fez presente com a sua tradicional banda e desfilou no tapete do 11 de Novembro, com mais de 200 fiéis, nas cores que os identificam: o branco e verde; seguida pelos toquistas e Exército da Salvação.

A temperatura subiu quando entrou a Organização da Mulher Angolana (OMA). As “defensoras” de João Lourenço trouxeram um desfile representado por mulheres de todas as províncias do país, com panfletos que enaltecem a figura do número um do MPLA e os produtos agrícolas nas terras do petróleo e diamante.

Mesmo com a greve que se vive no sector da Saúde, os enfermeiros de Angola se fizeram presentes para dizer a João Lourenço “estamos contigo e com as mudanças em prol dos angolanos”. Os militantes dos municípios de Luanda também não ficaram de fora do desfile, carregando à sua trás um aparato de grupos carnavalescos.

E quando se pensava que o desfile terminou, a primeira secretária da JMPLA em Luanda “assaltou” a pista e liderou a marcha da juventude.

Foram mais de quinhentos jovens a desfilar e, em gesto de concordância, o presidente do partido dos “camaradas” foi acenando para eles, numa passeata que durou mais de uma hora.

O sol se pôs por alguns minutos, sendo o tempo suficiente para Patrícia Faria entrar em palco, repor a “legalidade” em campo, com o seu timbre vocal grave e o gingar e agitar os presentes, tirando do repertório algumas das melhores músicas.

Outro momento de glória foi o de Bambila ao cantar a sua “miscelânea” e levantar a multidão de militantes para orar por João Lourenço e pela nação angolana. “Deus abençoe o presidente João Lourenço para que ele conduza a bom porto a Nação angolana. Abençoe o nosso país e todos os angolanos”, orou o artista.

Para terminar o momento cultural, entrou em cena Matias Damásio para entoar o hino dedicado ao MPLA, levando todos à satisfação de um dever cumprido, na participação do VIII Congresso Ordinário, bem como a comemoração dos 65 anos de existência do MPLA.

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