Democracia em Angola

Angola apoia reformas na ONU

O apoio às reformas na Organização das Nações Unidas para permitir maior representatividade regional no Conselho de Segurança, com direito a veto, e pelo menos cinco membros não-permanentes para África, foi reiterado segunda-feira, em Belgrado (Sérvia), por Angola.

Na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo do Movimento dos Países Não-Alinhados, o ministro angolano das Relações Exteriores, Tête António,  disse que Angola defende o Consenso de Ezulwini, que prevê para África dois membros permanentes no Conselho de Segurança, com direito a veto, e cinco não-permanentes.

Segundo ele, o país solidariza-se com todos os povos que ainda aspiram à autodeterminação e reafirmou o apelo para o levantamento do embargo contra Cuba, considerando que o mundo continua a enfrentar desafios sócio-económicos, agravados com a Covid-19, cujas atenções estão voltadas à prevenção e combate da pandemia.

Apelou aos países-membros para o redobrar de esforços de modo que a situação pandémica não venha a agravar o desequilíbrio já existentes entre as Nações, devendo a questão da dívida merecer maior atenção.

A Cimeira realizou-se em saudação ao 60° aniversário do Movimento dos Países Não-Alinhados, que se assinala este mês. Angola é membro da organização desde 16 Agosto de 1976.

O Movimento dos Países Não-Alinhados foi formalmente criado na Conferência de Belgrado, em 1961, sob os princípios de preservação das independências nacionais, não integração em bloco militar, recusa do estabelecimento de bases militares estrangeiras, defesa do direito dos povos à autodeterminação e luta por um desarmamento completo e geral.

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