Democracia em Angola

Angola dá “esperança para reformas anticorrupção”

Em 2018, Moçambique caiu no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional. Dos PALOP, a Guiné-Bissau é o pior classificado e Cabo Verde o melhor. STP manteve a mesma pontuação. Angola é país a observar.

Com base em informações de empresários e especialistas, as pontuações do Índice de Percepção da Corrupção (CPI, na sigla em inglês) da Transparência Internacional (TI) vão de zero a cem. Quanto mais baixa a pontuação de um país, mais corrupto é considerado.

“A corrupção representa um risco e uma ameaça para as instituições democráticas, porque quando a corrupção prevalece num país, tornando-se sistémica, as pessoas perdem a confiança em suas instituições. Ela também surge em forma de menos tolerância para as pessoas expressarem os seus direitos democráticos e até denunciarem a corrupção,” explica Samuel Kaninda, assessor regional para a África subsaariana da Transparência Internacional.

“Mas, ao mesmo tempo, também observamos que em muitos países não democráticos, governados por lideranças autoritárias, há pouco espaço para que as pessoas também denunciem a corrupção e para que os líderes sejam responsabilizados”, acrescenta, Samuel Kaninda.

Os resultados referentes a 2018, publicados esta terça-feira (28.01), mostram que mais de dois terços dos 180 países e territórios avaliados no índice pontuam abaixo de 50, quando a pontuação média é de apenas 43 pontos. A maioria obteve pouco ou nenhum progresso e apenas 20 fizeram progressos significativos nos últimos anos.

Com uma média de apenas 32 pontos, a África Subsaariana é a região de menor pontuação no índice. Assim, é considerada a região mais corrupta do mundo, onde a corrupção é sistémica e endémica, afirma Samuel Kaninda.

“Há muito que ainda precisa ser feito para garantir que a corrupção seja melhor controlada, em termos de prevenção, mas também em termos de sanções ou processos, quando os casos não são trazidos diante dos olhos do público e dos tribunais,” avalia.

Angola é fonte de esperança.

Com 19 pontos, Angola manteve a pontuação do ano passado e ocupa a posição 165. “Significa que a corrupção está muito entranhada no país, é sistémica. Devido ao país ter estado sob o governo de um líder por quase 40 anos, significa que a corrupção se tornou a ordem do dia, que o país está numa posição muito crítica em termos de como a corrupção afeta a vida diária dos cidadãos”, descreve Kaninda.

Mas as reformas promovidas pelo Presidente João Lourenço e a sua campanha de combate à corrupção deixaram os analistas animados. Por isso, é considerado um país que dá “esperança para reformas anticorrupção”.

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