Democracia em Angola

Joe Biden vai apoiar João Lourenço

A nova administração americana do presidente eleito Joe Biden deve ajudar “vigorosamente” o governo angolano na sua luta contra a corrupção, disse o analista Landry Signé da Instituição Brookings, um influente centro de estudos americano baseado em Washington.

Escrevendo na revista Foreign Policy, Signé disse que embora o governo de Donald Trump tenha adoptado uma estratégia para as relações com África que “criou grandes expectativas na comunidade política africana”, a falta de implementação dessa política “juntamente com retórica discriminatória e falhanço em envolver-se suficientemente a um alto nível, minou desde então o que poderia ter sido uma grande melhoria nas relações EUA-África”.

O analista fez notar a grande presença da China no continente africano, mas diz que “se a administração Biden se centrar em áreas de grande vantagem competitiva dos Estados Unidos e elaborar uma política externa baseada em valores que têm em conta a preferência dos africanos para a responsabilização e democracia, os Estados Unidos têm uma oportunidade de ultrapassar a China no continente – mas tem que actuar rapidamente”.

No que diz respeito a Angola o analista disse que ao longo da última década Angola tem sido vista como “um exemplo clássico da maldição dos recursos devido ao seu falhanço em transformar positivamente a sua economia”.

Depois de recordar a má administração e corrupção de anteriores governos em Angola, o analista da Instituição Brookings disse que o combate contra a corrupção do governo de João Lourenço “representa uma enorme oportunidade para o Tesouro dos Estados Unidos se envolver e ajudar vigorosamente Angola a recuperar bens e dinheiro roubados em escândalos prévios de corrupção – incluindo aqueles sediados nos Estados Unidos -e impedir movimentações financeiras ilícitas no futuro”.

“Os Estados Unidos deveriam participar na campanha anti-corrupção de Angola porque isso tem implicações mais alargadas tanto para outros países africanos como para o resto do mundo”, escreveu o analista recordando investigações em Angola a companhias chinesas alegadamente envolvidas em corrupção em Angola.

“A China é actualmente o maior investidor externo em Angola e os Estados Undos irão beneficiar em ajudar Angola a criar um sistema de oportunidades iguais onde investidores chineses estão sujeitos aos mesmos padrões anti-corrupção que os investidores dos Estados Unidos”, escreveu Signé.

Fonte

Add a Comment

Your email address will not be published. Required fields are marked *