Democracia em Angola

Recuperar património histórico e cultural

O Governo provincial de Luanda está a trabalhar com o Ministério da Cultura, Ambiente e Turismo para a recuperação e preservação de todo o património histórico e cultural da províncisa, informou, ontem, a governadora Joana Lina.

A governadora, que falava à imprensa no final do acto comemorativo do 4 de Fevereiro, adiantou que a intenção é devolver à cidade de Luanda tudo aquilo que marca a história da província e mostrar às novas gerações tudo que o foi feito. 

A governadora esteve, ontem, no Museu de História Militar, onde testemunhou o hastear da Bandeira Monumento, que marcou o acto provincial do 60º aniversário do Início da Luta Armada de Libertação Nacional.Para ela, a data marca o início das acções que permitiram aos angolanos “desfrutar dos 45 anos de Independência e (os 18) de paz que o país vive”. 

Numa clara referência ao aumento de focos de lixo um pouco por toda a Luanda, Joana Lina pediu a compreensão dos cidadãos pelas “situações menos boas” que a cidade está a viver e garantiu que o governo da província tem já uma solução deste problema.Mas pediu a contribuição da população. “Para termos uma cidade mais limpa e saudável, contamos com o empenho de todos os munícipes”, disse.

O ministro do Interior, que presidiu o acto provincial do 4 de Fevereiro, disse que a data deve estar na memória de todos os angolanos. Eugénio Laborinho garantiu que o Executivo tem programas para atender as necessidades dos combatentes do 4 de Fevereiro. Depois do hastear da bandeira e a da deposição de uma coroa de flores em homenagem o Soldado Desconhecido, a delegação, chefiada pelo ministro do Interior, visitou uma  exposição de pinturas, em toda a extensão do muro da Igreja do Carmo, no município da Ingombota. A exposição tem como tema a Covid-19. 

Laborinho elogiou a iniciativa de um grupo de oito artistas plásticos e garantiu um trabalho conjunto com o Governo da província de Luanda para que exemplos destes sejam seguidos por outros municípios.O artista plástico Sozinho Lopes, que apresentou a exposição aos membros do Executivo, esclareceu que, com a obra, os artistas pretendem, com a arte, ajudar a controlar a pandemia no país.
    Para o secretário de Estado para a Saúde Pública, Franco Mufinda, o mural expressa tudo que aconteceu no país e defende, por isso, mais iniciativas do género. “Luanda tem muitos espaços que podem proporcionar-nos paisagem como estas”, considerou.Mufinda voltou a apelar o empenho da população para que as medidas de saúde pública implementadas para a prevenção e combate a Covid -19 tenham efeito. “O povo deve aceitar. Nós, enquanto políticos, limitamo-nos a traçar medidas que deve ter um respaldo na comunidade”, defendeu.

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